Já pensou na ergonomia da loja? O cliente já.

 

Entenda como o acesso aos produtos influencia o processo de compra dos clientes e a venda da loja.

Antes de mais nada, vamos entender: a ergonomia no varejo é uma disciplina científica que estuda a interação das pessoas, clientes e funcionários, com a loja a fim de otimizar o bem-estar e o desempenho do ambiente. A forma como os clientes interagem com o ambiente de compra determina o tempo que eles ficarão na loja, o volume comprado e a satisfação com a experiência. De modo geral, quanto melhor for a ergonomia no processo de compra, melhor será a experiência, produtividade das vendas e a chance de o cliente retornar à loja. A ergonomia do cliente na loja pode ser usada de duas maneiras diferentes.


Bem-estar
A primeira delas é relacionada com o conforto e o bem-estar da compra. Por exemplo, prateleiras muito altas ou baixas são desconfortáveis para os clientes alcançarem os produtos que desejam, pessoas idosas e crianças têm ainda maior dificuldade. Nesse aspecto, o estudo da ergonomia de compra tende a facilitar o acesso dos clientes aos produtos, cuidando para que os movimentos tenham o menor esforço e o maior conforto que a loja possa gerar. Os estudos ergonômicos consideram alturas mínimas e máximas de exposição.


Marketing
As técnicas de exposição de produtos na loja, buscam locais conhecidos como pontos focais, ou “pontos áureos”, para ampliar a visualização dos produtos e influenciar o processo de compra dos clientes. Apesar do conceito matemático de proporção áurea ser complexo, na loja a ideia é bem mais simples: expor os produtos que se quer promover nos locais de maior e mais fácil visualização. Se o cliente estiver próximo do produto, esse local é a altura dos olhos e um pouco abaixo. Se o cliente estiver distante, o ponto torna-se um pouco acima da altura dos olhos.

Espaço de exposição vs ergonomia
Há um desafio de conciliar a exposição com a ergonomia na loja. De um lado, os produtos que precisam ser expostos para serem vendidos. Lembre-se que há uma limitação de espaço disponível para exposição na loja como, por exemplo, a quantidade de prateleiras ou gôndolas. De outro lado, os conceitos de ergonomia dos clientes, a facilidade de acesso aos produtos e os pontos focais para privilegiar a exposição e promover a venda, afinal a loja não é feita somente de prateleiras na altura dos olhos. Apesar de ser desafiador, encontrar soluções diante de tantas variáveis, há inúmeras soluções já desenvolvidas para equilibrar a exposição e a ergonomia.

Em comum nas melhores práticas há (1) análise de giro dos produtos, itens que mais vendem, e margem individual são expostos nos melhores locais; (2) é comum haver o bloqueio de áreas chamadas “anti-ergonômicas”, que nada mais são do que espaços pouco acessíveis aos clientes; (3) criação de uma hierarquia entre as áreas de exposição privilegiando a ergonomia e o bem-estar; (4) segmentação dos produtos por idade dos clientes, ou seja, a separação da altura de exposição de acordo com o perfil alvo de compra, separando produtos para crianças, adolescentes, adultos e idosos; (5) novas lojas e mobiliários são criados com o conceito de ergonomia e exposição de produtos já conciliados no desenho conceitual, ou seja, arquitetura e merchandising de exposição trabalham juntas. Algumas das soluções de equilíbrio entre exposição e ergonomia também são incorporadas em sofisticados softwares de merchandising que calculam automaticamente as variáveis dos produtos e da loja, assim as áreas de exposição são designadas automaticamente.


Entendendo a importância da ergonomia na loja, é possível criar uma experiência de compra melhor para o cliente e hierarquias de exposição que aumentam as vendas. Planeje o acesso dos clientes e utilize os pontos focais para aumentar as vendas dos produtos de maior giro e margem.

 

 

 

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