8 tendências para alimentação em 2016 no Brasil.

Fique atento às mudanças que irão se consolidar e os novos comportamentos que surgirão no “Food Service”.

1. Redes maiores, marcas mais fortes – as grandes redes de alimentação, franquias e pequenos grupos de loja somados representam 21% do consumo brasileiro de alimentos fora de casa, contra 63% dos mercados maduros como Estados Unidos, Canadá e Europa. Um número maior de lojas da mesma marca, além de ganhar força no marketing, tem maior poder de compra de insumo e estrutura de gestão dos pontos de venda. Teremos redes mais fortes e numerosas no número de lojas.

 

2. Ampliação do Co-branding – deverão crescer as parcerias temporárias e alianças de longo prazo entre as marcas, principalmente dos fabricantes de alimentos buscando apoio nas redes de varejo. E a equação é bem simples: de um lado os varejistas têm conhecimento e proximidade com o consumidor final, do outro as grandes fabricantes de alimentos têm notoriedade e recursos para investir. É crescente o número de projetos entre marcas para gerar novos produtos, promoções, campanhas, serviços e outras sinergias no marketing.

 

3. Valorização pelo saudável – num cenário onde 52% dos adultos brasileiros têm sobrepeso e que, metade das dez principais causas de morte tem alta relação com a alimentação, é inevitável pensar numa valorização dos alimentos saudáveis. É cada vez mais comum encontrarmos pais que promovem escolhas e hábitos mais saudáveis para os seus filhos. A geração atual terá que se adaptar e a nova crescerá treinada para escolhas mais saudáveis.

 

4. Fornecedores locais – o uso de fornecedores locais simplifica o processo logístico, melhora a qualidade dos insumos, aumenta o controle sobre a origem dos alimentos e traz benefícios para sociedade local e o meio ambiente. Os consumidores dos grandes centros já veem demonstrando maior valorização dos orgânicos e dos produtos “menos padronizados”. A cadeia de suprimentos dos alimentos para o varejo no Brasil deverá encolher um pouco mais nas distâncias percorridas, e aumentar sua extensão em capilaridade para valorizar os pequenos produtores locais.

 

5. Maior “gourmetização” e segmentação – o aumento do consumo no Brasil, criou pequenos, sofisticados e exigentes mercados que estão dispostos a pagar mais pelo produto que apresenta qualidade superior. Os produtos “gourmets” têm charme, elegância e sofisticação maior que os produtos tradicionais. É o caso dos hambúrgueres, cervejas, brigadeiros e outros produtos sofisticados que tem crescido, e continuarão crescendo, para atender nichos específicos de mercado que pagam bem pela qualidade e diversificação. Esses nichos se tornaram tão expressivos que sustentam um número crescente de empresas especializadas.

 

6. Formatos diferenciados de loja – espere um número ainda maior de “food trucks” e outras variedades de ponto de venda como bicicletas, lojas temporárias e “corners”. Novos formatos de loja surgem tanto como opções de negócios para empreendedores, quanto estratégias comerciais para aproximar as grandes marcas dos momentos de consumo. Os novos pontos de venda têm dado certo, principalmente para as franquias. Os números são expressivamente crescentes, apesar dos resultados ainda serem modestos em comparação com as lojas tradicionais. Vários projetos de lei que regulamentam esses formatos estão transitando nas câmaras municipais pelo Brasil afora e irão ampliar o mercado. Que tal combinar a tendência crescente de Co-branding do setor de alimentos com os Formatos diferenciados de loja?

 

7. Mercados de Alimentos – os mercados tradicionais de alimentos, assim como as feiras, voltarão e serão muito valorizados. Esse é o caso da revitalização de vários mercados municipais pelo Brasil, aumento do número de feiras noturnas e até mercados sofisticados como o Eataly em São Paulo. A ideia é reunir uma variedade significativa de pequenas operações que servem alimentos frescos para consumo imediato, acessórios e ingredientes para cozinha, tudo num estilo casual e nostálgico. Estes mercados combinam um destino de entretenimento com as refeições imediatas. Modelo funcional para os grandes centros. Os novos mercados fixos de maior porte ainda figurarão como construções em 2016, mas os eventos temporários e as reformas continuarão se multiplicando rapidamente.

 

8. Tecnologia de comunicação – mídias sociais e Apps serão os novos utensílios de cozinha para fazer os clientes mais felizes. A tecnologia móvel vai continuar abrindo portas no comércio de alimentos, tanto gerando tráfego para os restaurantes quanto facilitando os pedidos, pagamentos e avaliações. É crescente o número de marcas que dão aos seus consumidores a capacidade de interagir online com os restaurantes. Aguarde, pois em 2016 estão programados diversos lançamentos de Apps que irão ampliar ainda mais a comunicação deste setor com os consumidores.

 

 

 

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