A fusão do e-commerce com a loja física

 

Entenda como uma experiência tecnológica está preparando a integração entre o e-commerce e a loja física.

Por que um famoso site de comércio eletrônico está patrocinando uma avançada experiência tecnológica numa loja física? O eBay, conhecida empresa norte-americana de comércio eletrônico fundada em 1995, é um dos principais sites para a venda e compra de bens pela internet, e agora instalou equipamentos numa loja de moda em Nova Iorque, chamada Rebecca Minkoff, para testar a interação dos clientes com a tecnologia digital. Espelhos interativos, distribuídos pela loja, permitem que clientes naveguem nas coleções de moda da marca, alterem a iluminação dos provadores, peçam uma bebida, assistam a um vídeo clip, mudem a música do ambiente, enviem uma foto pela internet entre algumas outras funções. O objetivo dessa ação é arrojado, o eBay quer repensar como as pessoas compram os produtos de moda, oferecendo variações de modelos, cores e tamanhos que a loja não tem, mas o e-commerce sim, por isso se aproximou um lojista renomado. É uma tentativa audaciosa de mesclar o e-commerce e a experiência na loja, integrando o ambiente físico e o virtual de uma maneira mais interativa que a atual, muito mais divertida e, principalmente, elevando a realidade da experimentação digital a um nível superior. O potencial de mudança pode ser tão promissor que outras marcas como Zara, Target, Amazon e Walmart também têm investido no desenvolvimento de tecnologias similares.

A loja Rebecca Minkoff foi alterada para receber vários equipamentos digitais, essencialmente softwares que operam em grandes monitores de LED sensíveis ao toque e equipamentos móveis para a equipe de vendas. Os monitores, desempenham o papel mais expressivo nessa experiência e isso acontece nos trocadores. Além de funcionarem como espelhos, podem sugerir peças de vestuário para compor o visual, acessórios, alterar as luzes do ambiente para simular o uso da roupa com maior fidelidade e uma série de outras opções. Existe também a ideia de desenvolver uma opção domestica deste equipamento, ou seja, os clientes poderão de suas casas acessar um menu interativo em seu próprio espelho digital, conhecer as opções da loja e receber sugestões de conjugações de acessórios, fazer suas escolhas e finalizar sua compra no mesmo momento.

A notícia que pode acelerar o projeto, é que o menu é intuitivo e não precisa ser um expert para acessar as diversas possibilidades que o espelho oferece. Uma versão com comando de voz também está sendo testada, a ideia é que o espelho “pergunte e ouça” a percepção dos clientes e, logo possa comandar ações como números maiores, cores diferentes ou escolher outro modelo. No provador, já é possível pedir outras peças para experimentar ou algo para beber sem sair de lá, a equipe de vendas da loja é comunicada de qualquer necessidade do cliente pelo equipamento móvel que carregam.

Todos os produtos da loja carregam RFID, etiqueta eletrônica de identificação automática do produto através de sinais de rádio, e o espelho consegue reconhecer exatamente qual produto está sendo experimentado pelo cliente.

Comercialmente a experiência tem dois pontos importantes para gerar negócios. O primeiro, é aumentar a taxa de conversão da loja, números de pessoas que entram e compram, oferecer uma experiência de compra superior e uma variedade maior de produtos. Segundo, melhorar o processo de compra pela internet. É evidente que além da loja física, a Rebecca Minkoff tem uma consistente estratégia de vendas também pela internet. O teste está sendo ampliado para as lojas da marca em Los Angeles, São Francisco e Tóquio.

O tipo de tecnologia está sendo chamado de “Connected Store” e especialistas preveem que a mudança na forma das pessoas comprarem artigos, poderá acontecer de duas maneiras: (1) as lojas não estarão mais sozinhas, serão associadas a um serviço de e-commerce que poderá entregar uma variedade muito maior de produtos que o estoque da loja permite no momento; (2) haverá acessórios eletrônicos em casa que facilitarão a compra, como espelhos inteligentes, aplicativos de celular, fitas métricas digitais e outros acessórios que melhorem a segurança da escolha dos produtos em casa.

Segundo os desenvolvedores, a tecnologia visa mudar o processo de compra para a Geração Z, definição sociológica das pessoas nascidas entre 1990 e 2010, que tem forte integração com a tecnologia, menor restrição com o e-commerce, valorizam a experiência de compra e tem maior objetividade na escolha dos produtos. Ou seja, novos consumidores demandam novas necessidades de interação e acesso às compras.

 

 

 

 

 

 

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