A loja segue o cliente

 

O varejo está indo além das lojas tradicionais e agora segue os clientes com pontos de venda físicos, onde quer que eles estejam.

Estar com o cliente o tempo todo, em todos os momentos, é um grande desafio para os varejistas. A tecnologia tem colaborado nessa questão ao conectar as pessoas e os canais de venda. Ficou mais fácil acessar as marcas de qualquer lugar, mas apesar disso, ainda existe uma demanda crescente por contato, experiência e um certo imediatismo dos clientes para receberem os produtos comprados. Ainda que a tecnologia ajude, e muito, que os varejistas estendam seu contato com os clientes, a loja física é uma ferramenta de venda e de relacionamento muito eficiente.

Então, se a loja física é tão importante e desejada, a solução lógica é enviar uma loja para o cliente, onde ele estiver e segui-lo onde for. Seguindo esse raciocínio, surgiram as lojas temporárias que operam para atender grandes fluxos por um período limitado de tempo variando entre 2 e 4 meses e, hoje, são pontos de venda importantes para muitos varejistas. Esses formatos de loja e operação estão muito associados às temporadas sazonais, verão ou inverno por exemplo, porque precisam de alto fluxo de clientes para justificar a operação e os custos envolvidos. Entretanto, em alguns lugares, a movimentação dos clientes é um pouco mais constante, tem menor influência de sazonalidade, como nos aeroportos, estações de metrô, terminais rodoviários e outros locais de passagem.

Apesar de alguns empreendedores tentarem transformar esses locais em centros comerciais, sua natureza é distinta de um shopping center porque atende um público flutuante com picos de movimento e não é destino de compras.Pensando especificamente nesse mercado, alguns varejistas têm investido em lojas semi-temporárias que integram as vantagens da presença de uma loja física para os clientes com um modelo de negócios flexível para os investidores.A Starbucks reformou dois vagões de trem da rede ferroviária suíça para atender seus clientes enquanto eles viajam. Segundo a marca a estratégia é manter o contato constante com os clientes, onde quer que eles estejam.  

A Nike construiu uma loja no aeroporto de Helsinki, capital da Finlândia, que se parece com um estande para testar um novo conceito de loja temporária. Além dessa loja trocar o tema a cada 2 meses apresentando um esporte diferente, ela tem a vantagem de expandir sua área nos momentos de pico do aeroporto e encolher nos momentos de baixo movimento, uma característica que não é comum nas lojas tradicionais da marca que têm áreas fixas de venda.

A rede de moda japonesa Uniqlo percebeu que nas estações de metrô alguns pontos comerciais ficavam desocupados durante vários meses esperando um locador. Então, propôs o pagamento de um terço do aluguel para a instalação de uma loja temporária enquanto o ponto não fosse locado, reduzindo o prejuízo do administrador pelo espaço vazio. A loja é muito simples, tem baixo investimento para ser rapidamente desmontada quando o imóvel for locado.

Há uma tendência do varejo de se colocar cada vez mais próximo do cliente, seja por meio físico ou digital, para assim ocupar os espaços de forma ágil o suficiente atendendo suas necessidades antes que a concorrência o faça.

 

 

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