Design de Loja: o que funciona?

Reduza os custos e foque nas vendas.

Há diversas maneiras de melhorar a estética das lojas, mas isso não significa necessariamente que elas irão vender mais e, tampouco, que o valor do investimento será menor. Aliás, a relação costuma ser inversa, novas lojas têm o péssimo hábito de custarem mais caro que suas antecessoras. Abaixo seis dicas rápidas e práticas para o design de loja ter foco nas vendas, sem quebrar o orçamento.

 

 

1. Menos é mais. Sempre. Quando tudo se torna uma prioridade de venda na loja, nada é destacado. Lojas muito cheias podem fazer com que a exposição pareça “empilhada”, congestionar o trajeto do cliente, afastar a atenção dos consumidores e reduzir os pontos focais. Parece simples e intuitivo, mas na prática inúmeras lojas transferem o estoque para área de vendas e se acostumam com ele por lá. Construa uma hierarquia de destaque, exposição e comunicação. É preciso fazer escolhas. Privilegie os produtos de maior giro e margem de contribuição nos melhores locais da área de vendas.

 

2. Divida a loja em pequenas áreas. Cada parte da loja demanda uma estratégia diferente: vitrine, entrada, início do trajeto, perímetro, centro, provador, caixa, etc.. A vitrine e a entrada da loja são pontos de atração do tráfego e precisam apresentar uma comunicação clara para contar, em poucos segundos, a proposta do interior da loja, desde o tipo de produto que vende até o nível de preços que pratica. Já o início do trajeto precisa ser inspirador para o cliente. A exposição do perímetro e do centro da loja precisam contar histórias atrativas, envolventes e proporcionar um senso de descoberta no consumidor.

O caixa é uma área operacional, e não de destaque. A exposição de produtos no caixa deve ser considerada como venda adicional, marginal e acessória. Considere que esse espaço tem menor importância no volume de vendas da loja e participação inferior na taxa de retorno do investimento, então evite deixar a área de caixa numa posição de destaque.

 

3. Dê maior importância à iluminação. A iluminação tem o poder de expressar conceitos, diferenciar a loja da vizinhança e destacar os produtos de interesse. Mais do que ambientar o espaço de compra ou transmitir um conceito da marca, a iluminação “afinada” pode fortalecer a estratégia de vendas. A boa notícia é que os novos equipamentos de iluminação nativos na tecnologia LED têm menor valor de investimento que as suas primeiras versões.

 

4. Invista menos. Isso mesmo, invista menos em materiais na loja, reduza o investimento total e melhore a rentabilidade do negócio. Cerca de 8% do investimento total de uma loja de 200m² pode ser reduzido apenas substituindo materiais, sem alterar o aspecto visual.

Numa sociedade cada vez mais voltada para a reciclagem, redução e reuso, não é estranho que as lojas sejam mais simples, econômicas e não tenham exagero de materiais construtivos ou acabamentos. Mais do que lojas ecologicamente corretas e ambientes luxuosos à altura do posicionamento das marcas, os consumidores estão cada vez mais conscientes do uso, desperdício e da origem ou destino dos recursos. Lembre-se que os discursos corporativos engajados com o meio ambiente e a sociedade demandam coerência entre a teoria e prática.

Um exemplo de economia é a loja de doces Candy Room da Austrália que utilizou adesivos para simular o mobiliário e a decoração da loja.

5. Mude o cenário. Cheiro, música, temperatura, exposição cênica são alguns dos fatores que normalmente não são planejados no design de loja e fazem muita diferença na experiência do cliente. Percepções sensoriais e a empolgação no processo de compra influenciam muito as vendas. O ambiente de compra é alterado inúmeras vezes após a inauguração da loja e as instalações, então construções fixas e o mobiliário são limitadores das mudanças de campanhas, destaques, liquidações e da criação de cenários. Quanto menores, mais neutras e flexíveis forem as instalações, melhores serão os espaços para a loja mudar seu cenário. A redução das instalações também irá reduzir o investimento na loja.

A rede norte-americana Anthropologie, de vestuário e artigos para o lar, divide a loja em pequenos espaços vazios concebidos como micro cenários que mudam totalmente de acordo com a campanha da marca.

6. Faça um mapa. Os melhores designs de loja têm o trajeto do cliente mapeado com pontos de atração visual, redutores de velocidade na jornada de compra, regiões de maior concentração de pessoas, locais de maior interatividade, paredes de destaque e outras trilhas que comumente não têm relação com o investimento da loja, mas fazem toda a diferença na performance das vendas. A jornada de compra precisa ter momentos altos e baixos, sensações de descoberta e trajetos que contem histórias e que consigam ir além de uma simples exposição de mercadorias à venda. Os trajetos de compra não acontecem ao acaso, são ordenados e planejados para induzir as percepções dos clientes. Afinal, não é por acaso que não gostamos de determinadas lojas. O design de loja eficaz foca na experiência do cliente.

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