Loja: o básico bem feito.

Numa época de menor venda e investimento reduzido, fazer o básico bem feito na loja pode fazer a diferença para manter os negócios rodando.

Na crise de 2008, os varejistas norte-americanos apostaram que fazer o básico bem feito, chamado “back to basics”, seria um grande diferencial para superar a fase de baixo faturamento no mercado. Longe de ser uma tendência ou estratégia de diferenciação no mercado, a ideia original é muito simples, funcional e está voltada para os processos essenciais das lojas.

 

A aparência conta (e muito) - Vamos ser críticos, lojas com má aparência não atraem clientes prejudicam o faturamento. Ambientes antigos, lojas que precisam de pintura, manutenção, limpeza e organização perdem mercado gradativamente. Tão importante quanto o ambiente de compra, é a aparência da equipe de vendas, receptividade e o “clima” da loja. Os clientes querem uma experiência agradável e o ambiente físico, e a relação humana, colaboram com a percepção de valor do produto.

 

A exposição é essencial – clientes adoram novidades e podem se encantar, ou não, com a exposição dos produtos. Se o conceito na loja não for levar o estoque para área de vendas, organizar a exposição dos produtos de forma atrativa, utilizar imagens de referências, contar histórias e demonstrar algo que inspire os clientes, pode fazer a diferença e não requer alto investimento. Uma exposição bem planejada e organizada adequadamente é o foco de todas atenções na loja, e gera venda adicional.

Descomplique – comprar deve ser algo simples e pode ser divertido. Simplifique ao máximo o processo de compra, reduza os obstáculos dos clientes, torne o processo mais fácil e intuitivo possível. Filas, cadastros, falta de estoques, regras de promoções e outros processos podem tornar o processo de compra complexo e provocar a desistência dos clientes. Se puder, integre canais de venda como, por exemplo, comprar pela internet e retirar na loja ou entregar por motoboy, permitir a experimentação e outros processos que facilitem e induzam a compra.

 

Personalize sempre - clientes são diferentes uns dos outros. Cada cliente tem um perfil, uma necessidade e um desejo diferente. Presumir o que o consumidor deseja, pode ser a última coisa que a equipe fará por ele. Pergunte, ouça e, se possível, adapte o produto ou processo de venda ao desejo do cliente. Alguns clientes valorizam a relação pessoal, nem todas as pessoas apreciam as relações frias e automáticas, e muitos gostam de ser reconhecidos.

 

Fique no lugar do cliente – preocupe-se com as percepções que os clientes têm sobre a loja, funcionários e o processo de compra. Crie uma experiência de compra agradável para aumentar a chance de o cliente voltar à loja, recomendar para seus amigos e perceber um valor ainda maior no produto que comprou. Além da satisfação pessoal, lembre-se que a experiência de compra positiva faz com que os clientes fiquem mais tempo na loja, interajam mais com os produtos e, claro, comprem mais.

 

O básico, bem feito, é um bom começo.

 

 

 

 

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