Bar e Restaurante na loja

 

Por que várias lojas estão criando seus próprios restaurantes na área de vendas?

As pessoas gostam de comer, cozinhar, e estão cada vez mais conscientes da importância da alimentação saudável. Há uma valorização crescente da qualidade e procedência dos alimentos, a gastronomia tem conquistado um espaço maior na cultura e na sociedade. Por conta dessa valorização do alimento na vida das pessoas, lojas de diversos segmentos estão fazendo uma aposta estratégica e investindo em espaços de alimentação dentro de suas lojas, sendo elas do ramo de alimentação ou não. E não se trata só de cafeterias dentro de livrarias, são bares e restaurantes dentro de lojas operados, muitas vezes, pela própria marca. Por exemplo, um quarto das lojas do supermercadista norte-americano The Whole Foods já conta com um bar-restaurante próprio dentro do supermercado. A rede de farmácias Duane Reade, isso mesmo farmácias, tem um espaço destinado à venda de comida pronta para o consumo dentro de algumas lojas. A rede Pão de Açúcar já conta com lojas de consumo imediato dentro de algumas de suas unidades da sua rede. A Empório Armani Caffé se tornou um ponto de encontro. As redes Tok Stok e Etna também contam com serviços de alimentação rápida.
Alguns varejistas terceirizam o restaurante ou a cafeteria, oferecendo apenas aos seus clientes a conveniência de bebidas e alimentos para consumo imediato e rápido dentro do espaço de compra. Outros, têm uma proposta estratégica diferenciada, e estão indo além da conveniência. Estamos mais interessados nesse segundo grupo, que tem se multiplicado rapidamente.
Essas marcas estão descobrindo que pode haver ganhos diretos e indiretos nessas operações, e não se trata apenas de testes “para ver no que dá”, são decisões de âmbito maior, alto investimento, longo prazo e que se tornam parte da estratégia da marca e negócios.

Abrir uma operação própria de café, bar e restaurante é um novo negócio para os varejistas que comercializam alimentos como supermercados, lojas de conveniência ou empórios. Considere que vender alimentos prontos para o consumo no local e com atendimento qualificado, é uma experiência consideravelmente diferente da tradicional gôndola de produtos. E muito mais desafiador é para os varejistas de moda, decoração e artigos esportivos. Então, por que começar um negócio totalmente novo? Essa resposta transcende o lucro imediato de uma operação de restaurante e envolve aspectos mais amplos como a percepção da marca, plano de marketing, experiência de compra e, claro, venda adicional. Boa parte do fator motivacional de uma escolha como essa, está direcionada à valorização do relacionamento com o cliente e diferenciação da concorrência. Vamos entender:

Comerciantes de alimentos como os supermercados tradicionais têm se posicionado no mercado essencialmente da mesma forma: maior variedade e menor preço. Já o vínculo emocional do alimento fora de casa com as pessoas acabou sendo feito por bares, restaurantes e até programas de televisão, livros, cursos ou internet, sem qualquer relação com o local de compra do alimento para casa. Os consumidores percebem os alimentos como commodities, mercadorias sem valor agregado, que podem ser comprados no lugar mais barato, conveniente ou que tenha um atendimento um pouco superior. Ciente dessa separação e das consequências do baixo valor agregado no longo prazo, alguns supermercadistas norte-americanos e europeus como Wegmans, The Whole Foods, Kroger e Tesco querem que os consumidores associem a relação do alimento com suas marcas em todos os aspectos e momentos, se possível que ainda enxerguem uma filosofia por trás do posicionamento das marcas. A principal aposta estratégica dessas marcas envolve o desejo do cliente associar os supermercados como locais de compra de alimentos frescos e de qualidade. Parece sutil demais, mas se você observar que as pessoas escolhem seu restaurante pela qualidade da comida, atendimento, ambiente e não só pela proximidade, como é o principal fator de escolha dos supermercados hoje, parece que a estratégia deles faz algum sentido. A principal aposta é que um negócio alavanque o outro.

Lojas de moda, artigos para casa e outros segmentos não relacionados com alimentação estão procurando reforçar a personalidade das suas marcas através da gastronomia. Mais do que alimento, as refeições são momentos de reunião, conversa e conhecimento. As marcas têm identidade própria, estilo, preferência, filosofia e o alimento contribui para construção de imagem da marca, além de gerar tráfego adicional é claro. Imagine uma marca engajada em causas sociais e que verdadeiramente se preocupa com o meio ambiente e a saúde das pessoas, certamente a refeição no restaurante dessa marca será coerente e terá uma importante contribuição na experiência do cliente para formar uma imagem da marca. Por esse motivo, alguns varejistas optam por ter operações próprias de alimentação e não terceirizadas, assim podem controlar o cardápio desde a origem dos ingredientes que são servidos até o atendimento e assim, assegurar a coerência das ações com o discurso da sua marca. A rede de farmácias Duane Reade escolheu cuidadosamente o cardápio dos produtos para reforçar sua preocupação com as escolhas saudáveis dos clientes.

As refeições em lojas contribuem com a formação da imagem das marcas, aproximam seus clientes, ampliam e fortalecem o relacionamento com a loja. Acompanhe.

 

 

 

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