Crianças vão às compras.

 

Principais insights e oportunidades para criar um espaço de compra amigo das crianças, e dos pais.

Nem todos os espaços de compra são planejados para as crianças, apesar de vários deles venderem produtos para elas. Encantar os pais criando espaços lúdicos ajuda, mas o grande desafio de vender para este público é mais complexo que a decoração, e envolve uma ergonomia diferente, uma história de descobrimentos, muita diversão, uma nova dimensão do fator segurança entre outros atributos que conectam ambos, crianças e pais, com o ambiente de compra. Entender as necessidades dos dois públicos é fundamental se você quiser criar um espaço infantil. Por exemplo, note que o campo de visão e interesse dos adultos são muito diferentes das crianças dentro do mesmo espaço de compra.

Genericamente, existem dois tipos de lojas “amigas” das crianças. A primeira delas vende para os pequenos produtos como brinquedos, roupas, jogos, diversão, serviços entre outros. Normalmente, essas lojas apresentam temas infantis inspiradores e criam pequenos universos mágicos e de sonhos na área de vendas. O segundo tipo de loja, são ambientes com crianças. Nesses locais as crianças acompanham os adultos no processo de compra como, por exemplo, restaurantes, concessionárias, hotéis e outros espaços que ofereçam atenção e divirtam os pequeninos enquanto os adultos compram ou consomem algo. Esses ambientes, normalmente adotam espaços exclusivos ou inserem brinquedos como um serviço complementar ao processo de compra dos adultos.

Quando a intenção do varejista é criar algo funcional e diferenciado, que efetivamente conecte os clientes com o ambiente, e torne a loja sua escolha preferida, a adaptação requer funcionalidades maiores que vão além de uma decoração colorida ou inserção de um vídeo game para entreter os pequenos. Criar ambientes amigos das crianças pode ser complexo, mas tem o poder de conectar emocionalmente os adultos de forma única e conferir, consciente ou inconsciente, à loja o status de local preferido na hora de escolher uma loja de brinquedo, calçados ou restaurante. Evidentemente que quando consultadas sobre a preferência, as crianças também não hesitam dizer quais locais mais gostam de frequentar.

Melhores Práticas

Pense nos pais e na criança, ao mesmo tempo. Considere dois públicos distintos, que tem perfis diferentes e necessidades diversas, mas que coexistem no mesmo espaço de compra. Apesar de desafiador, elementos e mensagens podem se conectar com ambos ao mesmo tempo, é possível criar momentos de comprometimento e diversão entre pais e filhos no ambiente de venda.

Conecte-se com as preocupações dos pais. Os clientes apreciam ambientes que estejam conectados diretamente com seus próprios valores. Antes que os pais possam estar completamente engajados em uma experiência de compra, eles precisam perceber, e sentir, que o ambiente é seguro e limpo para os seus filhos, ainda mais se o espaço tiver grande circulação de pessoas. É preciso demonstrar claramente que a loja atende suas prioridades primárias antes de conquistar a atenção para o processo de compra.

Adapte a experiência de compra. O design da loja deve refletir um trajeto planejado para as crianças e considerar que elas têm uma estatura menor. A experiência infantil inclui criar pontos de conexão com as crianças através de um trajeto de descobrimento, um caminho agradável, divertido e que ainda ofereça produtos à venda. Por exemplo, o Supermercado Santa Luzia em São Paulo adotou pequenos carrinhos para as crianças também fazerem suas compras. E a rede de roupa infantil Fábula cuida de vários detalhes nas suas lojas inserindo pequenas surpresas em formatos de fauna e flora para demonstrar os produtos, uma forma divertida de encantar os dois públicos.

Crie histórias durante o trajeto. A superexposição de produtos sem intervalos lúdicos pode frustrar os pequenos clientes. Entenda o caminho na loja que a maioria dos clientes irá percorrer e insira algumas descobertas que serão reveladas gradativamente. Crianças adoram a sensação da descoberta, conhecer algo novo, curioso, inesperado e será melhor ainda se for interativo. Os pais amam ver seus filhos se divertindo e assistem, ou participam, com prazer esse processo.

Estabelecer uma conexão emocional do ambiente de compra com as crianças e os pais envolve observação e estratégia que pode até resultar num ambiente lúdico e colorido, mas a experiência e funcionalidade devem ser primordiais. Ser a loja mais amiga das crianças pode render bons resultados do curto ao longo prazo.

 

 

 

 

 

 

 

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