Como você será visto depois da crise?

 

A crise mostra quem realmente está preparado para liderar uma organização, e quem não está.

Se dizemos que “as pessoas fazem a diferença” no varejo, imagine então quem está no comando de uma marca ou rede de lojas. Executivos bem preparados saem fortalecidos do período de crise, constroem histórias de mudança e superação. Aqueles menos preparados também entram para história, mas de uma forma um pouco diferente.

 

É mais fácil gerenciar um comércio com a demanda em alta e boas vendas, tudo acaba sendo positivo, assim como num barco que navega com o vento a favor e tem um bom impulso para se mover. Em épocas favoráveis de altas vendas, se o rumo tomado for o errado, basta voltar e corrigir, há impulso para isso. Já em um mercado estagnado, ou recessivo, obter o “impulso” para corrigir os erros é mais difícil, venta menos, e aí o peso das decisões acaba sendo maior porque há menos energia para corrigir um eventual erro. E, acredite, erros acontecem.

 

Segundo um conceito comum no mercado, gerentes administram, delegam e implementam ações. Os melhores gerentes sabem que em tempos de crise é necessário cortar custos, fechar lojas, enxugar a estrutura, motivar as pessoas, recalcular as metas e manter todos atentos na organização para as potenciais mudanças do mercado. Se não há vento a favor e as vendas são baixas, a opção é administrar a crise, reduzir os investimentos, cortar projetos e poupar os recursos disponíveis até que o tempo melhore. E, dentro deste quadro, os gerentes mantêm a ordem e a equipe em funcionamento nos períodos de crise, pois sabem que a lucratividade é mandatória para manter a organização viva.

 

Os líderes pensam diferente. Inovar e pensar numa solução alternativa pode ser uma grande saída da situação, afinal os períodos mais difíceis são oportunidades de mudanças e eles sabem que não se pode desperdiçar as oportunidades de uma crise. No nosso exemplo, o problema para o líder não é o vento que deixou de soprar, mas o movimento do barco que parou de acontecer. O foco na solução, e não no problema, leva os líderes a pensarem em alternativas para que o movimento volte a acontecer, até porque o vento, ou o cenário econômico brasileiro, está fora da atuação deles. Líderes do varejo começam a pensar em lançamentos de produtos e serviços para aumentar as vendas, formatos de loja alternativos, novas formas de chegar ao cliente, fusões de marcas, processos de compra mais eficientes e outras ações inovadoras que gerem algo realmente novo e diferente, mais forte que o atual. Para criar alternativas e obter outras ideias de quais poderiam ser novas fontes de movimento, é preciso inspirar a equipe a ter ideias, ter foco numa visão de longo prazo do que a organização quer, conquistar o comprometimento das interfaces e guiar as pessoas numa jornada de longo prazo, junto com elas.

 

Claro, as competências entre gerentes e líderes são diferentes, e por isso complementares. Os gerentes são fundamentais para manter o controle da operação no período de crise, já os líderes são vitais para guia-las nesses momentos. Aos menos preparados, vale acompanhar as notícias e torcer para que o vento volte a soprar logo antes que os recursos acabem.

 

 

 

 

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