Big Data no Pequeno Varejo.

 

Se você acha que o Big Data é somente para as grandes empresas, é melhor rever.

O “Big Data” tem dominado as tendências no varejo dos últimos anos. Os exemplos mais citados são das ações feitas por grandes corporações, tiveram enormes investimentos, contaram com robustas equipes de tecnologia, tinham vários fornecedores envolvidos e, no final da história, a sensação é que lidamos com uma verdadeira tendência, não uma realidade. Se você também pensa assim, é melhor pesquisar o que está acontecendo e rever o seu conceito.

Big Data refere-se a um grande armazenamento de dados e alta velocidade de processamento, costuma-se dizer que o Big Data se baseia em 5 "Vs" : velocidade, volume, variedade, veracidade e valor. A principal mudança é que ao invés de avaliar os dados históricos de vendas e clientes acumulados durante meses, pode-se fazer instantaneamente, e é bom que se faça porque o histórico se torna perecível em pouco tempo. Apesar do conceito remeter a computadores velozes e de grande porte, o processamento de dados de uma rede de varejo de pequeno ou médio porte pode ser feito hoje através de um computador pessoal e um servidor da internet, hoje temos uma grande capacidade de processamento facilmente acessível.
Ainda não há um conceito único no mercado, mas fala-se muito que o desafio do Big Data não é exatamente a capacidade de processamento, mas o quê processar, como fazer as análises e qual resultado obter. O principal benefício para o varejo nesse meio tecnológico, é gerar negócios entendendo o histórico dos clientes e prevendo o seu comportamento. Várias redes de lojas já fazem isso, o mercado online está mais adiantado nessas análises, mas as possibilidades de negócio do Big Data talvez estejam em fazer mais ações com as informações atuais e gerar mais dados, ou seja, o desafio é começar.


Registro de vendas
Há informações importantes no registro das vendas. Desde dados básicos que são analisados pela maioria dos varejistas como o valor da compra média, faixa horária das vendas, percentual de descontos, taxa de conversão entre outros. Há análises mais complexas, e divertidas, como a influência do clima, preço médio da concorrência, fluxo do shopping, troca da comunicação visual da loja, alteração de preços, desvalorização do Real e inúmeros outros dados podem ser correlacionados diariamente para melhorar a performance da loja. Por exemplo, novos softwares identificam os celulares de qualquer operadora dos clientes dentro do shopping, e podem informar ao lojista a quantidade de tráfego ao seu redor.

Giro, margem e exposição das mercadorias
Faz um bom tempo que é possível controlar estoques, margem e fazer pedido de reposição de mercadorias automaticamente com os fornecedores. Entretanto, analisar se um produto deve ser reposto olhando a previsão do tempo, quantidade de ofertas online, tendência do preço médio de mercado e perfil de compra do cliente em segundos, é relativamente novo. A regra é simples: um número maior de variáveis e análises rápidas do momento, permitem maior precisão na decisão.
A exposição dos produtos na loja também é alterada com frequência, e ter dados atualizados da sua performance de vendas pode economizar tempo, e dinheiro. Os cruzamentos de dados instantâneos indicam rapidamente se os produtos estão bem expostos naquele momento. O Big Data pode tornar a gestão do estoque, margem de venda e a exposição muito mais eficientes.

Fidelidade dos clientes
Foi-se o tempo das promoções amplas e gerais que abrangiam todos os clientes no mercado. As pessoas estão conectadas, usam o celular dentro da loja e acessam o comércio eletrônicos de qualquer lugar, esses dados podem ser utilizados pelo varejo a serviço dos clientes. Hábitos de compra podem oferecer dicas importantes sobre os clientes, suas preferências, mecânicas promocionais entre vários outros dados, e não há motivo para tratar todos iguais e não segmentar. O processamento rápido de dados pode criar vantagens exclusivas para o cliente que está na loja, no momento em que ele estiver na loja, comparando dados de estoque disponível, margem, interesse dele na internet e outras informações personalizadas. Quanto mais assertiva for a ação de marketing direto, melhor será o retorno.

Internet
Dados de visita aos websites são poderosas ferramentas de vendas, mesmo que a marca não tenha um e-commerce. Cliques podem gerar vendas nas lojas online e tráfego para as lojas físicas, basta entender as mecânicas que mais funcionam na internet. Considere que os dados de navegação são extremamente perecíveis, não duram mais que alguns momentos para serem usados como geradores de negócios, então, a rápida análise das informações em tempo real é fundamental para eficiência das ações de marketing no mundo virtual. 


Mídia Social
A marca, ou loja, precisa fazer parte da rede social. Os clientes deixam dados importantes de navegação, preferência, comentários no Facebook, Instagram, Tumblr, Google Plus e outras redes. Sistemas na internet podem avisar imediatamente a marca assim que algum comentário sobre ela for feito, ou sobre a concorrência, e oferecer uma oportunidade de oferta para um ou muitos potenciais clientes. Acompanhar o que está acontecendo nas redes sociais pode gerar várias oportunidades de negócios. 


O principal sentido das ações de cruzamento de dados no Big Data é gerar novos negócios, tanto através dos clientes atuais como de tráfego adicional para loja. Também, é uma excelente oportunidade de fazer testes reais com produtos, destaques, promoções, recompensas nos programas fidelidade, locais de exposição entre outros. Especialistas de marketing criam ações, mecânicas e regras que são implementadas por profissionais a Tecnologia da Informação. Lembre-se que hoje tomar decisões rapidamente pode fazer diferença.

 

 

 

 

 

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