Vão detonar o caixa da loja, não o faturamento.

 

Novas tecnologias deverão reduzir o espaço ocupado pelos caixas nas lojas, ou até eliminá-los. 

Que tal ir à loja e não passar pela fila do caixa ? Ou ainda sair do restaurante sem esperar o garçom trazer a conta ? Novas tecnologias prometem mudar o processo de compra e isso poderá interferir no desenho das lojas. O custo da loja é cada vez maior e cada metro quadrado adicional tem influência no valor do aluguel, investimento na construção, mobiliário, despesa de iluminação, manutenção e tudo mais que torna o espaço de venda cada vez mais caro. Quanto mais cara for a loja, maior a necessidade de faturamento.

Nessa lógica econômica de valor crescente e numa linguagem informal, diríamos que cada metro quadrado da loja precisa se pagar e tem que valer a pena o investimento. E é por aí que o espaço ocupado pelo caixa da loja vai perdendo a importância, vamos explicar: ele é uma área operacional de recebimento, é vital para a existência da loja, mas ocupa um espaço considerado nobre onde tudo ao redor está voltado para as vendas, só que ele não vende.

Alguns varejistas tentam tornar o caixa uma área de relacionamento e fazem o possível para transformá-los num espaço de vendas inserindo produtos de impulso, mensagens em displays digitais, área de cadastro e tudo mais que torne esse espaço lucrativo. Outros varejistas optam por outro caminho, excluíram o caixa e colocaram o processo de fechamento da venda em várias “micro áreas” da loja. Como boa parte dos pagamentos envolvem cartões, as máquinas como POS, tablets, smartphones e outros aparelhos ficam dispersos pela loja. O recebimento de dinheiro envolve uma, duas ou mais gavetas embutidas discretamente em equipamentos expositores, e esse fato também divide o risco de manuseio do numerário como fazem os maiores postos de gasolina há anos no Brasil.

A Apple Store, por exemplo, inseriu gavetas com abertura eletrônica nos equipamentos de exposição para receber o dinheiro. Também embutiu as sacolas dos produtos menores em nichos nesses equipamentos para reduzir a área de “pacotes”.

Novas tecnologias em desenvolvimento introduzirão outros meios de pagamento que reduzem ainda mais o uso do dinheiro. Em 2014 a Apple lançou o Apple Pay, uma espécie de carteira digital que usa o celular como base de pagamento. Na mesma linha do celular e no mercado desde 2011, a Google trabalha como Google Wallet junto com a Softcard, empresa formada pela Verizon, AT&T e T-Mobile, grandes operadoras de celular nos Estados Unidos. A VISA PayWave e outras empresas também têm investido alto para levar os pagamentos para os celulares, novos cartões de aproximação, relógios inteligentes e outros meios que eliminarão a necessidade da área de caixa e, consequentemente, as filas.

A nova tecnologia busca o pagamento sem a formalidade de senhas ou mesmo do cartão do banco, ainda menos a necessidade do dinheiro e das gavetas de troco. As discussões ao redor da segurança para contenção de perdas nas lojas ainda estão no começo, assim como também será complexo resolver eventuais questões trabalhistas na legislação brasileira com funcionários acumulando a função do caixa, mas parece que um novo modelo baseado em tecnologia irá demandar algumas respostas dentro de pouco tempo. A dinâmica do pagamento no varejo indica mudança nos próximos anos.

 

 

 

 

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