A primeira impressão é a que fica

O visual é a linguagem mais rápida de comunicação com os clientes, dentro e fora da loja.

 Nós valorizamos muito as imagens na comunicação, usamos muito a linguagem visual em nosso dia a dia. É uma linguagem rápida e fácil de ser assimilada, ainda mais se considerarmos que o nosso cérebro processa uma imagem 60.000 vezes mais rapidamente que um texto, e cerca de 70% dos nossos receptores sensitivos do corpo estão localizados nos olhos. Imagine que hoje compartilhamos 2,4 bilhões de fotos por dia na internet, esse número é tão poderoso que mídias sociais como Instagram, Pinterest e Tumblr se tornaram verdadeiras bibliotecas de um “idioma” universal.
Estímulos visuais tendem a ser mais atrativos ao cérebro do que qualquer outro estimulo sensorial, por isso, a visão ocupa o primeiro lugar na hierarquia sensorial humana. Sem contar que a visão tem maior velocidade de conexão com o cérebro quando comparada aos outros sentidos. Mais que qualquer outra sensação, conseguimos captar um grande número de informações rapidamente através da percepção visual.
 

Considerando então que a visão seja um importante meio de comunicação, o melhor de todos, é um grande desafio passar a mensagem certa em poucos segundos e ainda reter a atenção das pessoas, ou dos consumidores. Nesse raciocínio, o visual da loja tem uma importância significativa na atração e informação dos clientes, não só pelo aspecto do belo e estético, mas também do estratégico. É o visual que diz quem é a marca, o que ela comercializa, quais são as suas vantagens, estilos e inúmeras outras informações. Logo vem a pergunta: então como podemos usar o visual da loja para atrair clientes e gerar venda?

Considere que um número reduzido de pessoas que trafegam na frente da loja irá reparar na vitrine ou mesmo olhar para o interior, a maioria não presta atenção. Quando as pessoas olham, o tempo médio de atenção delas é de 2,5 segundos, esse tempo é contado a partir do momento que a pessoa direcionou o olhar para a loja até distrair sua atenção com algo. Dois segundos e meio é muito pouco tempo para passar uma mensagem, por isso é preciso organizar a comunicação para enviar uma imagem sucinta e consistente que chame a atenção dos clientes.

Vamos considerar três fases consecutivas e ordenadas para organizar o processo de atração do cliente. Funciona como em uma narração de história, tem uma ordem certa dos fatos como início, meio e fim para organizar a narrativa e tornar a história compreensível.

Atrair a atenção do consumidor
A fase de atração acontece do lado de fora da loja quando comunicamos quem ela é e o que ela faz. É nessa primeira etapa que acontece o reconhecimento visual da marca através do logo na fachada, ele é um ícone importante de reconhecimento, assim como a identificação das cores e design que ajudam o consumidor a perceber qual é a loja. Se a marca ainda não for conhecida é importante destacar o segmento que ela atua para que os consumidores possam ordená-la intuitivamente ao grupo que pertencem e compará-la às suas referências anteriores como uma loja de calçados, eletrônicos, restaurante ou outro segmento. Por exemplo, repare no comportamento das pessoas que chegam numa praça de alimentação. O primeiro olhar é uma varredura do horizonte na direção das lojas todas enfileiradas para reconhecer as marcas nas fachadas, assim é possível associar com o tipo de comida que as lojas servem para compararem com o desejo na hora de comer. A rápida identificação da marca ou tipo de produto da loja é a primeira identificação visual do consumidor.

Inspirar com possibilidades
Assim que os consumidores percebem o que a loja faz, é o momento de apresentar alternativas, possibilidades, mostrar os produtos, destacar as vantagens, inspirar os consumidores com novos conceitos e estilos de vida. Nessa etapa os clientes já sabem quem é a loja e o que ela oferece no mercado, então a logomarca ou a demonstração do segmento que ela atua tem menor importância. Para esta fase, o principal instrumento de comunicação visual é a vitrine, a entrada da loja e a primeira percepção que os clientes têm ao ingressarem no ambiente de compra. Mais do que expositores de produtos e preços, as vitrines são instrumentos de inspiração, assim como a entrada da loja que deve se encarregar de dar o tom do ambiente da marca. Nessa fase note que as pessoas diante das vitrines, ou da entrada da loja, olham ao redor antes de fixarem a visão num item específico. Ao ver um produto exposto numa vitrine de moda, por exemplo, os consumidores analisarão o produto e terão uma ideia do tipo de vestuário que a loja comercializa.

Se mais do que produtos a loja comunicar um estilo, pode ser que os clientes não se identifiquem com a peça exposta na vitrine, mas com o estilo apresentado e isso ampliará a chance de captação de clientes.

 Informar
Produtos ou serviços são feitos de soluções e benefícios na percepção dos clientes, e muitas das características que são compradas por eles são absolutamente intangíveis porque estão associadas com emoções. A melhor linguagem visual é comunicar o ganho ou retorno que o produto traz, a principal vantagem em adquirir aquela peça ou contratar o serviço, lembre-se que a leitura da imagem é mais rápida.
É também nesse estágio que a comunicação do preço, que é um atributo racional, ganha maior força com a demonstração e muitas vezes com a manipulação do produto. Portanto a comunicação do benefício (função do produto, preço, desconto) é o terceiro estágio da comunicação visual.

As três etapas são passadas, em média, durante os 2,5 segundos de atenção. Daí a importância de uso da linguagem visual para (1) comunicar a identidade da loja, (2) inspirar o consumidor com possibilidades e, ainda, (3) informar sobre as características dos produtos em destaque. O próximo estágio da comunicação tem outra dimensão, é racional, menos intuitivo e envolverá mensagens de preços, características, tamanhos entre outras informações que detalham os produtos. A ordem das etapas não é aleatória, ela influencia o modo como os clientes percebem a loja e leem a mensagem do lojista.

 

 

 

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